sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Errar
Origem do conhecimento humano
Persistir,
Origem das realizações humanas
Sabias que era erro
Porque¹ erraste?
Sabias que era erro
Porque¹ continuaste?
O absurdo é
O pressuposto de suas conquistas
O reflexo da corajem de um homem
O que há de mais próximo da genialidade
Erro?
Não vês a natureza humana
Não vês o homem
Se lutas,
É porque tem por quem e contra quem lutar
Porém,
Se não ages
Se não pensas
É porque não tem por quem fazê-lo
Mesmo havendo
Não erras,
Não vês!
Não chamo de errado,
Cego.
¹Erro?
Persistir,
Origem das realizações humanas
Sabias que era erro
Porque¹ erraste?
Sabias que era erro
Porque¹ continuaste?
O absurdo é
O pressuposto de suas conquistas
O reflexo da corajem de um homem
O que há de mais próximo da genialidade
Erro?
Não vês a natureza humana
Não vês o homem
Se lutas,
É porque tem por quem e contra quem lutar
Porém,
Se não ages
Se não pensas
É porque não tem por quem fazê-lo
Mesmo havendo
Não erras,
Não vês!
Não chamo de errado,
Cego.
¹Erro?
Fernando L. Silva
sábado, 1 de novembro de 2008
"Você não pode mudar o mundo"
"Não é o mundo que deve se adaptar a você"
Então, por que tentas me mudar?
"Você é quem deve se adaptar ao mundo"
Então, não posso eu mudar o mundo?
"Você não pode mudar o mundo"
Mas não sou eu, meu mundo?
"Você pode mudar somente seu mundo"
E qual não seria meu?
Então, por que tentas me mudar?
"Você é quem deve se adaptar ao mundo"
Então, não posso eu mudar o mundo?
"Você não pode mudar o mundo"
Mas não sou eu, meu mundo?
"Você pode mudar somente seu mundo"
E qual não seria meu?
Fernando L. Silva
Agora és um de nós
Não verei
Mais do que pretenda conhecer
Não ouvirei
Não há nada mais que queria saber
Não farei
Nada, pois não há nada a fazer
Não serei
Aquilo que um dia pretendi ser
Mais uma cerveja
E já posso posso esquecer
Mais uma oração
E já posso compreender
Pois não estou sozinho
E só assim posso viver
Mais do que pretenda conhecer
Não ouvirei
Não há nada mais que queria saber
Não farei
Nada, pois não há nada a fazer
Não serei
Aquilo que um dia pretendi ser
Mais uma cerveja
E já posso posso esquecer
Mais uma oração
E já posso compreender
Pois não estou sozinho
E só assim posso viver
Fernando L. Silva
Olho para o mundo e vejo dois tipos de pessoas
Umas sequer aparentam pensar
Não vivem, se deixam viver
Outras pensam com o cérebro
Não vivem, pensam viver
Procuram um sentido para as coisas
Mas nunca o verão
Pois algumas repostas não são dadas
São vividas
Eu?
Penso com medo, esperança, meu sintir
Penso com meu coração
Fernando L. Silva
Umas sequer aparentam pensar
Não vivem, se deixam viver
Outras pensam com o cérebro
Não vivem, pensam viver
Procuram um sentido para as coisas
Mas nunca o verão
Pois algumas repostas não são dadas
São vividas
Eu?
Penso com medo, esperança, meu sintir
Penso com meu coração
Fernando L. Silva
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Ensaio Sobre a Cegueira (Trecho)
Por que foi que cegámos
Não sei
talvez um dia se chegue a conhecer a razão
Queres que te diga o que penso
Diz
Penso que não cegámos,
penso que estamos cegos
Cegos que vêem
Cegos que,
vendo, não vêem
Não sei
talvez um dia se chegue a conhecer a razão
Queres que te diga o que penso
Diz
Penso que não cegámos,
penso que estamos cegos
Cegos que vêem
Cegos que,
vendo, não vêem
José Saramago
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
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